Revista Olhar nº28 (Ano XV / Jan-Jun 2013)

capa_olhar_28_siteCapa: Marcon Rodrigues

EDITORIAL

Nós, editores e conselheiros, dedicamos este número da revista Olhar ao querido Prof. dr. Mark Julian Cass, que não está mais entre nós. Julian, além do brilhantismo intelectual, foi colaborador deste periódico e companheiro permanente dos colegas da UFSCar sempre que sua ajuda, compreensão e apoio foram necessários: sem alarde e sem interesse particular investido; com a sensibilidade que lhe era peculiar. Que fique registrado aqui nosso adeus coletivo, carinhoso e cheio de saudades!

Noite
(j. monzani)

na madrugada
um murmúrio
doce, quente, aquoso
apita

vento ou
canto o que dá
no mesmo
no verso
de ser sendo.

Josette Monzani e Júlio Cesar De Rose (editores)

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Revista Olhar nº26-27 (Ano XIV / Jan-Dez 2012)

Olhar 26-27_baixaCapa: Rafael Chimicatti
http://www.behance.net/chimicatti / https://picasaweb.google.com/chimicatti

EDITORIAL

Reconhecida já como uma área autônoma e produtiva entre os pesquisadores e críticos, as literaturas africanas de língua portuguesa tem sido o alvo de importantes reflexões e objeto de cuidadosos e relevantes investigações na atualidade. Temas como a viagem, a alteridade, a mestiçagem, a memória, a oralidade, os diferentes patrimônios culturais imateriais e as subjetividades de gênero, dentre outros, tem figurado na pauta das discussões em torno dos distintos sistemas literários que compõem o continente.

Percebendo a importância destes estudos e sua repercussão nos meios intelectuais, a revista Olhar deste ano abre um espaço frutífero de diálogos e interrogações com diferentes pesquisadores, oriundos de diferentes núcleos de pesquisa e participantes de distintas gerações na história da consolidação da área no Brasil.

Da mesma forma como múltiplo e rico é o continente, aqui, também, as perspectivas analíticas são diversificadas, desde uma abordagem mais ampla e panorâmica até uma centralização mais detida sobre um aspecto específico. Em quase todos, em vista disso, percebe-se uma espécie de viagem pelas diferentes literaturas e seus autores, e a riqueza temática que têm a oferecer aos olhares investigativos.

Como é de costume na composição do elenco autoral de ensaios inseridos na revista, revezam-se, aqui, pesquisadores recentes da área, já visivelmente interessados – basta perceber aquilo que começam a produzir –, colocando-se na condição mesmo dos “mais novos”, daqueles que, no desenvolvimento do seu pensar, não recusam e não abrem mão de dialogar com os investigadores que há mais tempo se dedicam aos estudos literários dos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa). São estes os nossos “mais velhos”, que aqui também comparecem para dar uma contribuição inconteste das suas linhas de pensamento, a quem também, de certa forma, homenageamos como reconhecimento sincero pela generosidade com que enriquecem o nosso Dossiê de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa.

Aos leitores, desejamos que também compartilhem um pouco desta viagem múltipla e rica das Áfricas aqui apresentadas. E, sem querer roubar o prazer, esperamos que a experiência se constitua um pouco daquilo que Mia Couto, escritor moçambicano, muito sabiamente, afirmou sobre o continente africano: uma viagem de encantamento sobre esta terra marcada pelas diferenças e pelas mestiçagens, “que a tornam mais diversa e, por isso, mais rica”.

Ainda nesta edição, a Olhar, na sequência de sua tradição em contemplar os diálogos interdisciplinares, traz artigos e resenha nos quais a literatura e o teatro, a filosofia e a psicanálise, a filosofia e a psiquiatria, o cinema e a sociedade, a pedagogia e a política, por exemplo, encontram-se mesclados em debate. Ao lado destes, contamos ainda com a presença das belas fotos de Rafael Chimicatti e João Henrique Telarolli Teresani a pontuar uma vez mais o convívio do verbal e do não-verbal neste espaço.

Busca-se na Olhar estabelecer per si uma espécie de rito de atualização de ideias e ideais intra e intermuros acadêmicos, e, nesse agir, tem-se procurado difundir os saberes e resguardar nossa humanidade (tão em crise nos dias atuais), na direção do dizer sobre a casa de G. Bachelard:

A casa, na vida do homem, afasta contingências, multiplica seus conselhos de continuidade. Sem ela, o homem seria um ser disperso. Ela mantém o homem através das tempestades do céu e das tempestades da vida. (A poética do espaço)

Assim, apesar das dificuldades inerentes à manutenção de um periódico acadêmico, a Olhar – já em seu 14o ano – continua sua trilha na qual vocês, colaboradores e leitores, são parceiros incondicionais. Só temos a desejar novamente, portanto: boa leitura e boa viagem para todos!

Jorge Valentim (editor convidado, organizador do dossiê de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa)
Josette Monzani e Julio César de Rose (editores da Olhar)

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Revista Olhar nº24-25 (Ano XIII / Jan-Dez 2011)

Olhar_24-25

Projeto Gráfico: Vítor Massola Gonzales Lopes

EDITORIAL

Neste número da Revista Olhar, o leitor poderá vagar entre vários artigos interdisciplinares interessantes e bastante distintos entre si: um referente à pedagogia política de Paulo Freire, outro à estereoscopia e o documentário, além daqueles que tratam do cinema enquanto instrumento pedagógico, das relações entre Foucault e a antropologia, do pensamento filosófico de Torres Garcia em comparação com seus modos de expressão plástica, da arte do documentário frente à forma ensaística e da literatura recriada pelo cinema. Irá dar seqüência à sua reflexão sobre os caminhos da instrução através da entrevista com Wolfgang Jantzen, a respeito do problema educacional dos povos indígenas, e sobre a estética cinematográfica – na sensível análise de Yi Yi; enfim, poderá navegar nos domínios da criação poética, das teorias das ciências humanas e da filosofia, no molde crítico-dialógico sempre quisto por este periódico. Completam esse quadro, os belos contos de Guto Cavalcanti (Acantiza) e Ivan Spacek, e a resenha do livro Uma certa paz, do escritor israelense Amós Oz.

Que o leitor encontre aqui instrumentos para aguçar o olhar de si e do outro neste presente que esperamos se faça, antes de tudo, pelo romper dos exílios ou o abreviar das fronteiras entre os indivíduos.

Josette Monzani

Júlio César de Rose

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Revista Olhar (Ano XII, nº23 / Ago-Dez 2010)

Image

Capa: Igor Spacek (www.makemedia.com.br)

Projeto Gráfico: Vítor Massola Gonzales Lopes

EDITORIAL

Novamente, tem-se nesta edição um dossiê temático. Novidade introduzida há pouco neste periódico, e que não se pretende uma regra fixa e imutável. Ela é, na verdade, um canal a mais de produção e divulgação de debates, aberto a sugestões dos Conselheiros, dos colaboradores e leitores da Olhar.

Desta vez, o dossiê tem por tema ‘Cinemas’: seus processos de criação, crítica, mercado e algumas de suas interfaces: com a temática religiosa; com o vídeo, a música, as artes plásticas e o teatro.

Mantém-se aqui a tradição da Olhar de contemplar o diálogo entre áreas irmãs. Nesse mesmo viés, há neste número artigos discutindo as relações entre imagem/imaginário e religiosidade; série televisiva/público e cultura pós-industrial; sistema público de radiodifusão e seus suportes econômicos; mais, as análises dos conceitos de paradigma e de complexidade, nas visões de Kuhn e Wittgenstein e de Bachelard e Morin, respectivamente.

Ainda em relação ao dossiê ‘Cinemas’, cabe destacar que vários dos trabalhos que o compõem foram realizados a partir das discussões encetadas dentro das reuniões do grupo de pesquisa “Cinema e Comunicação”, da UFSCar, que contou com a participação da professora convidada do Programa de Pós-Graduação em Imagem e Som (PPGIS – UFSCar), Dra. Aleksandra Jablonska, da Universidad Pedagógica Nacional e da Universidad Nacional Autônoma de México, da Cidade do México.

Para finalizar, outra boa inovação da revista Olhar. Convidamos os leitores a visitar este blog, onde poderão ter acesso à íntegra de números anteriores. Com vista na democratização da cultura e na ampliação do alcance de público – metas constantes deste periódico – esperamos em breve ter todos os números da Olhar online.

Josette Monzani

Julio Cesar de Rose

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Revista Olhar (Ano XII, nº22 / Jan-Jul 2010)

Capa: Rejane Cantoni e Leonardo Crescenti

Projeto Gráfico: Vítor Massola Gonzales Lopes

EDITORIAL

Ao assumir o desafio que representa a função de co-editor da revista Olhar, não posso deixar de lembrar de quando fui procurado, como então Diretor do Centro de Educação e Ciências Humanas, por Josette Monzani e Bento Prado, que vieram propor a fundação da revista. A proposta que eles trouxeram venceu imediatamente minhas resistências. Eu considerava, até então, que já havia periódicos em número suficiente e que a criação de mais uma revista, do próprio CECH, seria dispensável, e que esta correria o risco de tornar-se uma revista “caseira” e de pouca visibilidade externa (e, também, interna). A proposta da Olhar atraiu-me prontamente, por ser diferente de todas as revistas que eu conhecia.

Penso hoje que a criação de uma revista que abrange as ciências humanas e as artes foi uma das mais importantes realizações acadêmicas do meu mandato de diretor. Pela sua proposta editorial ousada e sua realização gráfica muito atraente, Olhar vem ocupando um espaço único. Foi um projeto idealizado e conduzido com muito esforço por Josette e Bento, ao qual eu e a então vice-diretora, Marina Cardoso demos nosso apoio entusiástico, juntamente com as demais instâncias do CECH. Por isto, não hesitei quando fui convidado para substituir Bento na função de co-editor. Embora Bento seja, a rigor, insubstituível, creio que continuamos precisando de uma revista como a Olhar e não poderia deixar de contribuir para sua continuidade. A importação para o meio universitário brasileiro da prática do publish or perish tem desvirtuado, a meu ver, a função da publicação acadêmica. Às vezes voltar ao antigo pode ser um progresso, como dizia o compositor Giuseppe Verdi. Assim espero que Olhar continue sendo, como sempre foi, um olhar diferente e integrador sobre as humanidades e as artes, um espaço visualmente atraente onde o autor publica para que seu trabalho seja lido e debatido, promovendo o avanço do conhecimento. Que as linhas no Lattes, a pontuação no Qualis, o índice de impacto, etc., com os quais estamos tendo que conviver, venham como consequência.

Júlio César De Rose (editor da Olhar, com Josette Monzani)

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Revista Olhar (Ano XI, nº21 / 2009)

Capa: foto de Claudio Silva (Sarará), divulgação do documentário O Contestado: restos mortais, de Sylvio Back.

EDITORIAL

Nesta edição novamente a filosofia, o cinema, a literatura, a música e a educação encontram-se acoplados, em leituras multidisciplinares ou pela união ‘territorial’ estabelecida por sua publicação conjunta, a ressaltar, ainda – no caso específico dos textos aqui reunidos – a reflexão que se faz obrigatória sobre o caráter intercultural da sociedade em que vivemos hoje.

Também, para que não se diga que neste espaço domina ou predomina a palavra, chamamos atenção para as ilustrações das capas, as inseridas e as entre textos: vozes outras, silenciosas, porém, significantes.

Em especial, note-se a “velhíssima” Senhora e a câmera, nos dois pontos-de-vista escolhidos. Ela vê o que (quem) a vê, e ambos se modificam ante essa presença especular. O mesmo sucedeu com o cineasta Sylvio Back e a História. Quarenta anos depois, em novo olhar, ambos são outros. Back refilma sua visão da Guerra do Contestado: A guerra dos pelados, rodado em 1969/1970, que ora estréia como O Contestado: restos mortais. Filmes / autor dão-se a conhecer. Resta-nos agora nos colocarmos do outro lado, tão corajosamente quanto.

Bento Prado Jr. (in memoriam)

Josette Monzani

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Revista Olhar (Ano XI, nº20 / 2009)

Capa: fotografia de Eduardo Barros de Almeida (Barrox). Uma homenagem ao seu talento e liberdade (in memoriam).

EDITORIAL

Inicialmente, queremos agradecer ao Prof. Wilson Alves Bezerra (do Depto de Letras da UFSCar) pela organização do rico dossiê sobre o escritor Horacio Quiroga. Tem-se aqui uma excelente oportunidade de travar contato com a obra quiroguiana, através da análise dos seus contos e fazer criativo e da relação íntima com o cinema e seu modo de ser cultivada pelo escritor. Essas leituras trazem o ‘espírito’ de Quiroga aos nossos olhos tal qual um espectro imortal, bem ao gosto do escritor, e foram realizadas pelo próprio Alves Bezerra, estudioso e tradutor de Quiroga para o português, e de duas orientandas suas (Karina Brazorotto e Amanda Luzia da Silva), além dos convidados uruguaios – Pablo Rocca e Guillermo Guiucci – e da Argentina, Laura Utrera.

A aproximação literatura/cinema mantém-se nesse volume nos artigos de Lauro Zavala, Edson Cruz e José Eduardo Bozicanim; três diversos modos de pensar essa relação típica do mundo moderno.

Em seguida, passa-se a algumas das preocupações do mundo contemporâneo: a ilusão da identidade, a aplicação de práticas culturais populares à Educação e a música de Itamar Assunção, bem distintas entre si, mas, por isso mesmo, corroboradoras da diversidade das áreas de pesquisa sempre contempladas pela revista Olhar. Trata-se, respectivamente, dos artigos dos Profs. André Martins, Simone Nogueira e Petronilha Gonçalves e Silva, e Armando Sérgio dos Prazeres.

E, finalmente, chega-se às resenhas literárias (de Kahlmeyer-Mertens; Patrizio dos Santos; Araújo e Monzani), aos poemas e contos (de Marcelo Vargas; Irene de Castañeda e Adalberto Tripicchio); ou melhor, retorna-se ao ponto de início: a Narrativa. Dos reflexos de cada segmento nos demais se espera que surja movimento – justaposições, sobreposições, vida: não só da vida como ela é, mas também, parafraseando R. Barthes, na função do discurso: conceber o inconcebível, isto é, nada deixar de fora da palavra.

Editores

Bento Prado Jr. (in memoriam)

Josette Monzani

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